A Quinta das Amendoeiras está nas mãos da família Negreiros desde os anos 40, quando foi comprada por Joaquim Trigo de Negreiros, pai do actual proprietário. Essa aquisição marcou o retorno da família ao Douro, de onde se afastara durante a tragédia da filoxera no fim do séc XIX.
Ninguém sabe precisamente quando foi construída a adega onde hoje se faz o Negreiros. O que se sabe é que, desde que se tem memória, aquela adega fazia vinho do Porto, que era vendido à Cockburn’s. Quando esta empresa comprou a vizinha Quinta dos Canais e lá instalou uma moderníssima adega, a Quinta das Amendoeiras desactivou a sua própria adega e passou a vender as uvas in-natura à mesma Cockburn’s. Com a desactivação, a adega da Quinta das Amendoeiras deixou de sentir o cheiro do mosto e, desprezada, converteu-se, primeiro, em armazém improvisado para tudo o que não tinha lugar e, depois, foi se degradando até se tornar quase uma ruína.
Em 2004 os Negreiros decidiram reabilitar a adega para a produção de vinho tinto DOC Douro. E fizeram-no ainda a tempo de vinificar nela as uvas colhidas em Setembro daquele ano.
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