História

A Quinta das Amendoeiras está nas mãos da família Negreiros desde os anos 40, quando foi comprada por Joaquim Trigo de Negreiros, pai do actual proprietário. Essa aquisição marcou o retorno da família ao Douro, de onde se afastara durante a tragédia da filoxera no fim do séc XIX.

Ninguém sabe precisamente quando foi construída a adega onde hoje se faz o Negreiros. O que se sabe é que, desde que se tem memória, aquela adega fazia vinho do Porto, que era vendido à Cockburn’s. Quando esta empresa comprou a vizinha Quinta dos Canais e lá instalou uma moderníssima adega, a Quinta das Amendoeiras desactivou a sua própria adega e passou a vender as uvas in-natura à mesma Cockburn’s. Com a desactivação, a adega da Quinta das Amendoeiras deixou de sentir o cheiro do mosto e, desprezada, converteu-se, primeiro, em armazém improvisado para tudo o que não tinha lugar e, depois, foi se degradando até se tornar quase uma ruína.

Em 2004 os Negreiros decidiram reabilitar a adega para a produção de vinho tinto DOC Douro. E fizeram-no ainda a tempo de vinificar nela as uvas colhidas em Setembro daquele ano.

2 Comments

  • Rui Barroso

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    Mário permita-me dizer que grande parte da história da Quinta das Amendoeiras se deve a um grande homem, de seu nome Luís António, que com muito orgulho posso dizer que é o meu avô. Num passado não muito longínquo, ainda me lembro das vindimas da Quinta das Amendoeiras onde se juntavam mais de 30 homens e mulheres a trabalhar no duro dia e noite, com uma motivação acima da média transmitida pelo “homem da batuta” o Luís António, o meu saudoso avô. Atrevo-me a dizer que ele e a minha avó Luísa deram a sua vida pelo que é hoje a Quinta das Amendoeiras. Honra lhes seja feita.

    • negreiros

      2

      Rui, honra é-lhes feita todos os dias. E parte fantástica da história da Quinta das Amendoeiras está no retorno do António e da Luísa, na figura do filho (teu tio), Manuel, ao comando do seu dia-a-dia. E parte fundamental do vinho que fazemos todos os anos - as vinhas velhas - passou pelas mãos do teu avô, que as enxertou, podou, criou. Às vezes é em pequenas coisas que se nota a influência deixada por quem já partiu, e sempre que telefono para o telemóvel do teu tio lembro-me obrigatoriamente do teu avô porque o que o identifica é "Manuel do António". Devia ser "Manuel do António e da Luísa". Saudações! Mário Negreiros

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